BCPrime

Confiança na reforma econômica aumenta expectativa de crescimento em 2018

Confiança na reforma econômica aumenta expectativa de crescimento em 2018


Postado em Notícias

Após um período de recessão, desemprego e elevadas taxas cambiais, a economia brasileira vem mostrando bons sinais de recuperação. Pela terceira vez consecutiva o governo aumentou a previsão de crescimento para o ano de 2018.

De acordo com o relatório “Focus”, a nova previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de 0,96% para este ano (2017) e de 2,64% para o ano seguinte. Entretanto, o governo projeta um crescimento de 1,1% e 3% para 2017 e 2018, respectivamente, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meireles.

Um dos problemas monetários mais clássicos no histórico brasileiro é a inflação. Neste ano, porém, os entrevistados do Banco Central (BC) deram uma estimativa de inflação ainda menor, chegando a 2,83% este ano e 4% em 2018. Isto significa que ela ficará abaixo da meta central de 4,5% fixada pelo órgão máximo do sistema financeiro no Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN).

Um dos principais métodos utilizados para o controle inflacionários se dá a partir da variação da taxa básica de juros, a Selic. A última reunião do Comitê de Política Monetária (Compon) decidiu baixar a Selic para 7%, a expectativa para 2018 é que esta taxa tenha ainda uma nova redução e se estabilize para o resto do ano.

Em relação ao câmbio, o relatório Focus fez uma correção de alta no curto prazo, prevendo um fechamento de R$ 3,29 frente aos R$ 3,25 anteriormente previstos. Já para o ano que vem, a previsão se manteve a mesma, R$ 3,30.

Há muita expectativa para o ano de 2018. Espera-se que apesar de a economia estar em processo de recuperação, as condições fiscais, cambiais e inflacionárias se mantenham com o mesmo ritmo em que se encontram no fim deste ano. A combinação destes fatores tende a trazer para o mercado em geral, mas principalmente para o varejo, um fôlego maior, criando inclusive uma maior estabilidade econômica, tão esperada depois da recessão.